Ao saber que a India detem o recorde de acidentes de transportes, onde por falta de manutencao rodoviaria todos os anos se registam cerca de 400 a 500 acidentes, provocando uma media de 700 mortos anuais, andar de comboio pode ser considerado ja por si uma aventura.
Depois de comprados os bilhetes de Delhi para Varanasi ("Porque ir em primeira classe se podemos ir em segunda? Nao deve ser assim tao mau", insisti eu), fomos comprar uns panos bonitinhos para nos cobrirmos na viagem.
(NOTA IMPORTANTE: neste momento, para conseguirmos realizar a magnifica proeza de escrever no blog, estamos prestes a ser devoradas por milhares de impiedosos insectos estranhos que nao param de nos saltar para a cara e tentar entrar para dentro da camisola. Estamos a entrar "em parafuso". Mas somos umas resistentes! Eles nao nos farao parar!!!)
(Continuando nos paninhos) Sem pensarmos muito no assunto, o nosso gosto ocidental atraiu-nos logo para uns com caracteres hindi. E la fomos nos para a New Delhi Railway Station, onde as vinte horas apanhamos o comboio nocturno e, apesar do po e da sujidade, nos instalamos (segundo padroes indianos) confortavelmente, debaixo de tres ventoinhas. Compartimento com mais mulheres, alguma luz, e tudo adormece cedo. Tudo parece correr bem... Mas nem tudo e o que parece. Foi a licao que aprendemos nessa noite.
Cerca de tres horas depois do inicio da viagem comecamos a ouvir berros fora do comboio. Quando para nessa estacao, a nosssa carruagem enche-se de homens que, provavelmente, ja teriam bebido uns copitos e estavam algo animados. Mais animados ficaram quando se depararam com duas estrangeiras. Demos por nos num circo em que pareciamos ser as atraccoes principais. Para nos resguardarmos, achamos entao por bem cobrirmo-nos com os belos panos. Nao passaram cinco segundos quando um homem agarra o pe da Laura e grita: "Hey! Don't wear this, this is offensive!". Foi ai que percebemos que os panos tinham oracoes hindus escritas e podiam ferir susceptibilidades (para alem de, aos olhos de um indiano, ser bastante ridiculo). So conseguia imaginar alguem em Portugal a cobrir-se com um pano onde vem escrita uma Ave Maria ilustrada com imagens de Nossa Sra. de Fatima. Claro que esta associacao so veio piorar a nossa situacao, agora e que nao conseguiamos mesmo parar de rir (o que aqui, numa mulher, nao e muito bem visto).
(Conseguimos! Adeus mosquitos e insectos afins!)
Mais noticias de Varanasi brevemente. Num blog perto de si!
sábado, 6 de outubro de 2007
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Arriving Delhi
On our way to Delhi tao entretidas estavamos com os ecras-maravilha da BA que, quando demos conta, ja sobrevoavamos a capital indiana.
Ao chegarmos, as 6h30 da manha (2h da manha no Condado Portucalense), la fomos para o Visitors Lounge. Aqui esperamos 3 horitas sempre bem acompanhadas por segurancas indianos que, muito amavelmente, demonstraram a sua preocupacao com o nosso bem estar, procurando insistentemente arranjar-nos taxis para o centro de Delhi pela modica quantia de 20 euros (percurso esse que sabiamos ficar a volta de 5 euros).
Depois de percebermos que a espera foi em vao, dirigimo-nos ao balcao dos taxis pre-pagos (os pre-paid taxis) para arranjarmos transporte para o centro da cidade. Claro que, antes de conseguirmos pagar um taxi, varios indianos nos passaram descaradamente a frente, ignorando-nos completamente. Foi ai que a Laura lancou o que se veio a tornar o nosso grito de guerra: " HEY! We exist! We are people!!". Eles riram-se e conseguimos ser atendidas.
Primeiro objectivo concluido, seguimos de taxi para a guest house recomendada pelo Rough Guide. Mas nem tudo e assim tao simples em Delhi. Depois de muitas voltas e muitos pedidos de direccao por parte do taxista, estava eu a dar em doida com o mapa de Delhi sem perceber como la chegar quando a semi-adormecida Laura acorda e, no segundo seguinte, da um berro: "E aqui!". Tinhamos uma placa com o nome da rua mesmo a frente do nosso nariz. Grande timing! E foi assim que chegamos a Sunny Guest House, que tem sido o nosso refugio nesta confusa Delhi.
Ao chegarmos, as 6h30 da manha (2h da manha no Condado Portucalense), la fomos para o Visitors Lounge. Aqui esperamos 3 horitas sempre bem acompanhadas por segurancas indianos que, muito amavelmente, demonstraram a sua preocupacao com o nosso bem estar, procurando insistentemente arranjar-nos taxis para o centro de Delhi pela modica quantia de 20 euros (percurso esse que sabiamos ficar a volta de 5 euros).
Depois de percebermos que a espera foi em vao, dirigimo-nos ao balcao dos taxis pre-pagos (os pre-paid taxis) para arranjarmos transporte para o centro da cidade. Claro que, antes de conseguirmos pagar um taxi, varios indianos nos passaram descaradamente a frente, ignorando-nos completamente. Foi ai que a Laura lancou o que se veio a tornar o nosso grito de guerra: " HEY! We exist! We are people!!". Eles riram-se e conseguimos ser atendidas.
Primeiro objectivo concluido, seguimos de taxi para a guest house recomendada pelo Rough Guide. Mas nem tudo e assim tao simples em Delhi. Depois de muitas voltas e muitos pedidos de direccao por parte do taxista, estava eu a dar em doida com o mapa de Delhi sem perceber como la chegar quando a semi-adormecida Laura acorda e, no segundo seguinte, da um berro: "E aqui!". Tinhamos uma placa com o nome da rua mesmo a frente do nosso nariz. Grande timing! E foi assim que chegamos a Sunny Guest House, que tem sido o nosso refugio nesta confusa Delhi.
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Chegadas a Delhi

Ja em Delhi. Agora no Visitors Lounge, a espera que abrissem os offices das companhias aereas onde precisavamos de ir. Depois de 3 horas de espera e de pagar 30Rs para nos admitirem nesta zona VIP, foi ai que descobrimos que era feriado na India. No dia 2 de Outubro o nosso amigo Gandhi faz anos e nos nem nos lembramos...oooops
NOTA: Como veem as saidas de emergencia funcionam muito bem. Um pouco como os semaforos e as passadeiras!
Partida, Largada...FUGIDA!
1 de Outubro, 8h30 da manha: inicio do processo de partida!
(WARNING: nao estranhar a falta de acentos e caracteres singulares da lingua portuguesa, afinal estamos na India)
Depois de uma noite dedicada a organizacao (e desorganizacao) de malas e afins, la foram as zombies matar saudades do aeroporto de Lisboa. Fazer check-in, rumar pelo duty free, aproveitar os atrasos (a British Airways resolveu pensar no nosso bem estar e atrasou o voo Lisboa-Londres para nos dar uma horita extra). Mais atrasos. Embarcar para Londres. "Sera que as malas se vao perder pelo caminho? Sera que temos tudo o que precisamos? Teremos esquecido algo muito importante?". Nuvens e mais nuvens. E muita turbulencia. O aviao desce, sobe, abana. O nosso estomago deliciou-se a acompanhar o movimento. O efeito nao foi muito agradavel mas os sacos de enjoo sobreviveram intactos. Chegadas a Heathrow passam 15 minutos e as portas do aviao continuam fechadas. Passam 20 minutos, passam 30 e... "Daqui fala o comandante: pedimos desculpa mas tivemos que trazer o aviao para uma porta diferente da que era suposto e o pessoal de terra ainda nao foi avisado". Mais 30 minutos para finalmente pisarmos solo ingles. Londres, capital da libra esterlina. Razao suficiente para nos fazer evitar o duty free. Mas oportunidades nao faltaram pois a British Airways presenteou-nos de novo com mais uma hora de atraso, agora no voo Londres-Delhi.
(WARNING: nao estranhar a falta de acentos e caracteres singulares da lingua portuguesa, afinal estamos na India)
Depois de uma noite dedicada a organizacao (e desorganizacao) de malas e afins, la foram as zombies matar saudades do aeroporto de Lisboa. Fazer check-in, rumar pelo duty free, aproveitar os atrasos (a British Airways resolveu pensar no nosso bem estar e atrasou o voo Lisboa-Londres para nos dar uma horita extra). Mais atrasos. Embarcar para Londres. "Sera que as malas se vao perder pelo caminho? Sera que temos tudo o que precisamos? Teremos esquecido algo muito importante?". Nuvens e mais nuvens. E muita turbulencia. O aviao desce, sobe, abana. O nosso estomago deliciou-se a acompanhar o movimento. O efeito nao foi muito agradavel mas os sacos de enjoo sobreviveram intactos. Chegadas a Heathrow passam 15 minutos e as portas do aviao continuam fechadas. Passam 20 minutos, passam 30 e... "Daqui fala o comandante: pedimos desculpa mas tivemos que trazer o aviao para uma porta diferente da que era suposto e o pessoal de terra ainda nao foi avisado". Mais 30 minutos para finalmente pisarmos solo ingles. Londres, capital da libra esterlina. Razao suficiente para nos fazer evitar o duty free. Mas oportunidades nao faltaram pois a British Airways presenteou-nos de novo com mais uma hora de atraso, agora no voo Londres-Delhi.
Waiting in Heathrow
sábado, 29 de setembro de 2007
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